Universal e Sony processam a Suno pela segunda vez, agora por causa do modelo V6
A Universal Music Group e a Sony Music entraram com uma segunda ação de violação de direitos autorais contra a Suno, empresa de geração de música por IA, alegando que o modelo V6 da companhia foi treinado sem licença sobre 60.202 gravações das gravadoras. A ação conjunta foi protocolada em 18 de setembro num tribunal federal de Boston.
Segundo o processo, o novo modelo V6 da Suno também teria sido treinado a partir das interações de usuários com as versões anteriores da ferramenta — versões que, segundo as próprias gravadoras, já foram alvo de uma primeira ação por violação em massa de direitos autorais, movida em 2024. Pela lei americana de direitos autorais, danos por violação deliberada podem chegar a US$ 150 mil por obra — o que, para as 60.202 gravações citadas, representaria um teto teórico de indenização de mais de US$ 9 bilhões.
A nova ação surge depois de um juiz negar, em 18 de agosto, o pedido das gravadoras para incluir essas 60.202 gravações diretamente no processo original — que trata de 560 obras e já está em fase avançada sobre a tese de uso justo (fair use). O magistrado sugeriu que as gravadoras movessem uma ação separada, o que agora aconteceu.
O episódio mostra como o litígio entre gravadoras e plataformas de IA musical está longe de se encerrar, mesmo após acordos bilionários fechados por outras empresas do setor com grandes selos — a Suno segue como uma das poucas grandes plataformas de geração musical por IA ainda sem acordo com a indústria fonográfica, e agora enfrenta uma frente judicial mais ampla.