Pesquisa mostra que 63% dos professores europeus já usam IA, mas querem ferramentas feitas para educação
A Sanoma Learning divulgou os resultados de sua pesquisa anual sobre professores europeus, realizada com mais de 20 mil docentes em 14 países do continente. Segundo o levantamento, o uso de inteligência artificial entre professores subiu para 63% em toda a Europa — um salto expressivo em relação aos anos anteriores da mesma pesquisa, conduzida desde 2021 em parceria com a GfK, empresa do grupo NIQ.
Apesar da adoção crescente, o otimismo dos professores em relação à eficácia dessas ferramentas segue moderado: apenas 16% acreditam que a IA de propósito geral — como assistentes genéricos de conversação — de fato melhora os resultados de aprendizagem dos alunos. Entre 75% e 93% dos professores entrevistados, dependendo do país, afirmam que as ferramentas de IA usadas em sala de aula deveriam ser desenhadas especificamente para fins educacionais, em vez de adaptações de produtos genéricos.
O contraste entre alta adoção (63%) e baixa confiança na eficácia pedagógica (16%) sugere que boa parte do uso atual de IA por professores pode estar concentrado em tarefas administrativas e de preparação de aulas, e não necessariamente em atividades diretamente ligadas ao aprendizado dos alunos.
O resultado reforça um debate que já discutimos por aqui: a diferença entre incorporar IA de forma superficial no dia a dia de trabalho e usá-la de maneira estruturada para gerar impacto real — um desafio que vale tanto para o setor educacional quanto para empresas em geral que ainda tateiam o melhor jeito de integrar essas ferramentas às suas rotinas.