Pesquisa Reuters/Ipsos mostra que 73% dos americanos acham que empresas de IA não fazem o suficiente para evitar desastres
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta semana mostra que 73% dos americanos acreditam que as empresas de inteligência artificial não fizeram o suficiente para evitar que a tecnologia cause danos sérios à sociedade. O levantamento ouviu 1.277 adultos nos Estados Unidos, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
Desconfiança crescente
Segundo a pesquisa, 39% dos entrevistados veem a IA como algo que prejudica a sociedade — um aumento em relação aos 36% do mês anterior, e a maior parcela registrada desde que a Reuters/Ipsos começou a fazer essa pergunta, em março deste ano. Os entrevistados também demonstraram ceticismo generalizado quanto à capacidade das próprias empresas de IA de se autorregularem, com a maioria pedindo que o governo federal assuma a liderança na definição de padrões de segurança.
55% dos entrevistados disseram considerar positivo desacelerar o desenvolvimento da tecnologia, contra apenas 13% que viram isso como algo negativo — um sinal de que a cautela pública em relação ao ritmo de avanço da IA vem crescendo, mesmo enquanto laboratórios de ponta seguem lançando modelos cada vez mais capazes.
Por que isso importa
O resultado reforça um contraste que já vínhamos observando: enquanto empresas como Google, OpenAI e Anthropic avançam em conjunto para criar órgãos voluntários de autorregulação — como discutimos em nossa cobertura sobre a proposta de um órgão conjunto de padrões de segurança —, uma parcela crescente do público americano segue cética de que essas iniciativas sejam suficientes, e prefere ver o governo assumindo um papel mais ativo na fiscalização do setor.