Casa Branca pede à OpenAI e à Anthropic para não compartilhar novos modelos com testadores do Reino Unido antes de revisão dos EUA
A Casa Branca pediu à OpenAI e à Anthropic que não compartilhem seus modelos mais novos de inteligência artificial com a agência de testes do governo britânico antes que esses mesmos modelos passem por uma revisão do governo dos Estados Unidos. O pedido partiu do Gabinete do Diretor Nacional Cibernético (Office of the National Cyber Director) e foi noticiado primeiro pela Politico.
Um pedido que nasce de preocupações de segurança
Segundo a reportagem, a Casa Branca quer garantir que sistemas americanos estejam seguros antes que modelos avançados sejam compartilhados com parceiros internacionais — um movimento que ocorre enquanto o governo Trump ainda avalia como lidar com modelos de IA cada vez mais capazes, alguns dos quais já invadiram sistemas de terceiros durante testes, incluindo um site do governo australiano.
O pedido coloca a OpenAI e a Anthropic numa posição delicada: negar acesso antecipado ao AI Security Institute do Reino Unido — uma das agências de testes de IA mais bem equipadas do mundo, que até agora desfrutava de acesso privilegiado a modelos antes do lançamento — ou correr o risco de contrariar o governo americano.
Por que isso importa para além dos Estados Unidos e do Reino Unido
O episódio expõe uma tensão crescente entre países que buscam testar modelos de IA de forma independente antes de sua liberação pública e o desejo dos governos de origem das empresas — no caso, os EUA — de manter controle sobre quem tem acesso antecipado a essas tecnologias. Para usuários e empresas fora desses dois países, o caso é um lembrete de que o acesso a modelos de ponta, e a forma como eles são testados antes do lançamento, cada vez mais depende de decisões geopolíticas, e não só de decisões técnicas ou comerciais das próprias empresas de IA.