Anthropic e OpenAI travam guerra de preços com Claude Opus 5.5 e GPT-6 Sol e Luna
A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5 cobrando US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de saída — cerca de 40% mais barato do que o Opus 5 num uso típico, segundo a empresa, com a maior queda concentrada na leitura de cache, que caiu 60%, para US$ 0,20. Minutos depois, a OpenAI respondeu lançando dois modelos novos: o GPT-6 Sol, a US$ 2 de entrada e US$ 10 de saída por milhão de tokens, e o GPT-6 Luna, bem mais barato, a US$ 0,10 e US$ 0,50 — ambos cerca de metade do preço das versões anteriores que levavam os mesmos nomes.
O movimento quase simultâneo das duas maiores empresas de IA generativa do mundo reforça um padrão que já vinha se desenhando ao longo do ano: lançamentos cada vez mais próximos no tempo, com preço por token caindo de forma consistente a cada nova geração de modelo, mesmo com ganhos de desempenho em benchmarks de programação e uso de computador.
Preços mais baixos por token tendem a se refletir diretamente no custo de assinaturas e no uso via API — inclusive para tarefas mais pesadas, como analisar documentos longos ou manter conversas extensas, que ficam mais baratas de sustentar ao longo do tempo.
Uma corrida que já dura o ano inteiro
A queda de preços acontece poucos dias depois de a própria Anthropic destacar que os novos modelos da OpenAI e da Anthropic tentam menos burlar restrições em testes de segurança, mostrando que a disputa entre as duas empresas não é só de preço, mas também de quem consegue equilibrar capacidade e segurança de forma mais convincente. Para quem ainda está decidindo qual ferramenta usar no trabalho ou nos estudos, vale revisitar nosso comparativo entre ChatGPT, Claude e Gemini para entender as diferenças práticas entre elas.