OpenEvidence capta US$ 250 milhões, chega a US$ 15 bilhões e anuncia entrada em desenvolvimento de medicamentos oncológicos
A OpenEvidence, motor de busca médica alimentado por IA fundado por Daniel Nadler em 2022, captou US$ 250 milhões numa rodada liderada pela Andreessen Horowitz e pela Byers Capital, elevando sua avaliação a US$ 15 bilhões — um salto de 25% em relação à marca de US$ 12 bilhões registrada em janeiro. Diferente de captações anteriores da empresa, que receberam ampla divulgação, esta veio de forma discreta: revelada numa única frase anexada a um anúncio de parceria.
De busca médica a desenvolvimento de remédios
Junto com a captação, a empresa revelou uma guinada estratégica: vai entrar no desenvolvimento de medicamentos, com foco inicial em terapias oncológicas. Segundo o CEO Daniel Nadler, o primeiro remédio da empresa deve entrar em testes clínicos ainda antes do fim do ano. A OpenEvidence também anunciou uma parceria com o centro de tratamento de câncer Memorial Sloan Kettering (MSK), integrando sua plataforma aos fluxos de trabalho do Epic usados pelo MSK e distribuindo o banco de dados OncoKB da instituição diretamente a outros médicos.
Mais de 40% dos médicos nos Estados Unidos, em mais de 10 mil hospitais e centros médicos, já usam a OpenEvidence como ferramenta de busca e consulta clínica — uma base de usuários que a empresa agora tenta converter em vantagem competitiva também na descoberta de novos medicamentos.
Por que isso importa
O movimento reforça uma tendência que já discutimos por aqui: startups de IA aplicada à saúde, que começaram resolvendo problemas mais estreitos como busca de informação clínica, cada vez mais expandem para áreas de maior risco e potencial retorno financeiro, como o desenvolvimento de fármacos — um caminho que outras empresas de IA e ciências da vida, incluindo a própria Anthropic, também vêm explorando nos últimos meses.