Itaú Ventures entra em rodada da americana Simile, que usa IA para simular comportamento humano em massa
O Itaú Ventures, braço de investimentos do Itaú Unibanco, entrou numa extensão da rodada série B da Simile, startup americana de inteligência artificial avaliada em US$ 2 bilhões. Com o aporte do banco brasileiro, a rodada da Simile já soma US$ 300 milhões desde que a empresa saiu do modo confidencial, em fevereiro deste ano — o valor investido pelo Itaú não foi divulgado.
O que a Simile faz
A Simile desenvolveu um modelo de fundação que simula como populações inteiras, organizações e mercados reagiriam a diferentes cenários — mudanças em produtos, choques econômicos ou novas políticas de mercado, por exemplo —, entregando previsões acompanhadas de indicadores de confiança quantificáveis para cada projeção.
O Itaú foi o primeiro cliente da Simile na América Latina e já usava a tecnologia da startup desde os estágios iniciais — relacionamento que, segundo o banco, embasou diretamente a decisão de também entrar como investidor na rodada.
Por que isso importa
O investimento reforça a chamada estratégia "AI First" do Itaú, com o banco buscando não apenas usar ferramentas de IA internamente, mas também ganhar posição societária em startups estratégicas do setor. Para o mercado brasileiro de tecnologia, o caso mostra como grandes instituições financeiras locais estão dispostas a investir diretamente em startups de IA americanas early-stage quando já existe uma relação comercial comprovada, em vez de esperar rodadas mais tardias e avaliações já infladas.