a16z lança 'academia' de dois anos sem faculdade para formar talento em IA, com Anthropic, Google, Meta e OpenAI como parceiros
A gestora de venture capital Andreessen Horowitz (a16z) anunciou em 22 de setembro o investimento de US$ 35 milhões numa "academia" residencial gratuita de dois anos em São Francisco, voltada a recém-formados do ensino médio e universitários que decidiram largar a faculdade para construir produtos de IA. A rodada de lançamento já soma US$ 42 milhões, incluindo o aporte da a16z.
Dez empresas de tecnologia entraram como parceiras fundadoras: Anthropic, Google, Meta, OpenAI, Nvidia, Anduril, Palantir, Coinbase, Replit e Stripe. Segundo a TechCrunch, elas vão fornecer recursos como hardware e capacidade de computação, ajudar a desenvolver o currículo e oferecer aos alunos oportunidades de trabalhar diretamente com suas equipes.
Mais de US$ 50 mil em poder de computação e recursos técnicos, além de um orçamento de US$ 5 mil para viagens e acesso à rede de contatos da a16z. A primeira turma da fellowship deve começar no outono (hemisfério norte) de 2027.
Quem está por trás
O cofundador da Udemy, Gagan Biyani, assume como CEO da academia, enquanto o cofundador da a16z, Marc Andreessen, e o sócio-geral Erik Torenberg entram para o conselho. A proposta é uma alternativa explícita à faculdade tradicional — sem provas, sem trabalhos de casa — apostando que quem já está construindo produtos de IA aprende mais rápido dentro de laboratórios reais do que em salas de aula.
Por que isso importa
O movimento reforça uma tendência que já discutimos em nosso guia sobre como migrar de carreira para a área de IA: cada vez mais, o caminho de entrada no setor passa menos por diplomas tradicionais e mais por portfólio prático e acesso direto a infraestrutura de ponta — o que também levanta a questão de como quem não tem acesso a programas como esse pode competir, tema que já tratamos ao falar sobre como colocar habilidades de IA no currículo.